O que fazer em Jericoacoara: 12 coisas que valem o dia
Por Villa Oasis

Jericoacoara é uma vila de ruas de areia dentro de um parque nacional, sem asfalto e sem carros, entre as dunas e o Atlântico. Esta lista tem doze coisas, não trinta — e o que importa nela não é o número, é a ordem: aqui o vento e a maré decidem o programa do dia, e quem tenta decidir por eles perde as duas melhores horas.
As doze
Duna do Pôr do Sol
A duna na borda da vila, para onde todo mundo sobe no fim da tarde. Tem roda de capoeira na areia enquanto o sol cai. É a única coisa desta lista que acontece todos os dias, no mesmo horário, sem precisar de nada.
Pedra Furada
O arco de pedra a leste da vila, depois da Praia da Malhada, na faixa de praia que começa fora da enseada. Vai-se a pé, na maré baixa — é a maré que manda, não a vontade. Em julho o sol se põe exatamente atrás do furo da pedra.
Serrote
O ponto alto com o farol, do lado do nascer do sol. É a subida que dá a vista de cima da vila inteira, das dunas e da enseada de uma vez só. Cedo, antes do calor.
Lagoa do Paraíso
A lagoa de água doce ao sul, em Jijoca, com as redes dentro d'água. Vai-se de buggy, atravessando as dunas. O nível muda com a estação: cheia depois das chuvas do primeiro semestre, mais baixa e mais transparente no segundo.
Lagoa Azul
A outra lagoa, menor e mais quieta que a do Paraíso, na mesma direção. Costuma entrar no mesmo passeio de buggy. Quem quer as duas faz as duas no mesmo dia; quem quer uma tarde parada escolhe esta.
Kitesurf
De julho a janeiro os alísios sopram firme, e a baía e a praia do Preá se enchem de velas. A praia do kite fica a poucos passos da villa, e uma escola local cuida do aluguel, das aulas e da entrada na água. O vento entra no fim da manhã e segura até o pôr do sol.
Sandboard
As dunas atrás da vila, de prancha, no fim da tarde quando a areia já não queima. Não precisa de experiência nenhuma e dura o tempo que você quiser. Costuma terminar na duna do pôr do sol, que é logo ali.
Buggy para oeste
O passeio clássico de dia inteiro: Mangue Seco, Guriú, Tatajuba. Travessias de rio, manguezal e praias vazias, uma atrás da outra. É o dia em que se vê o quanto a costa continua depois da vila.
Praia do Preá
A praia de vento, a leste, larga e reta. É onde as escolas de kite levam quem está aprendendo, porque há espaço para errar. Fora da temporada de vento, é uma praia longa para caminhar sem encontrar ninguém.
Cavalo na praia
No começo da manhã ou no fim do dia, na maré baixa, quando a areia fica firme e larga. É a maneira mais silenciosa de sair da vila. As mesmas duas janelas em que a luz presta para fotografia.
A rua principal à noite
Depois do pôr do sol a vila inteira desce para a rua: mesas na areia, música ao vivo, gente descalça. Não se reserva e não se planeja — abre sozinha, todas as noites, e fecha tarde.
Não fazer nada
Esta entra na lista por mérito próprio. Jericoacoara é pequena, quente e lenta, e o dia mais bem gasto da viagem costuma ser aquele em que ninguém saiu do lugar. Vale planejar pelo menos um.

Em que ordem fazer
O vento e a maré decidem, não o programa. É a única regra desta página, e ela resolve quase todas as dúvidas de itinerário.
O vento tem hora. Na temporada ventada, a média por hora sai de 17 km/h às seis da manhã e chega a 28 km/h às quatro da tarde: ele praticamente dobra ao longo do dia. Isso quer dizer que mar liso, barco, cavalo e caminhada são coisas de manhã, e que kite, sandboard e vela são coisas de depois do almoço.
A maré manda na Pedra Furada. A caminhada até lá passa pela faixa de praia que fica coberta na maré alta, então a ida se marca pela tábua e não pelo horário que dava jeito. Cavalo na praia obedece à mesma lógica: a areia firme aparece com a maré baixa.
E o pôr do sol fecha o dia, sempre. A duna enche antes da hora, e quem chega em cima da hora assiste de trás. Um dia bem montado em Jeri tem essa forma: água calma de manhã, vento à tarde, duna no fim, rua à noite.
Uma coisa ajuda mais do que qualquer aplicativo: estar perto o bastante para decidir de manhã. Quem está no centro — a Villa Oasis fica na Rua São Francisco — olha o mar no café e escolhe a ordem do dia ali mesmo, em vez de tê-la escolhido na véspera.
O que dá para fazer a pé, saindo da vila
Mais do que parece. A vila inteira é de areia e não tem carros, então tudo dentro dela se faz a pé, e vários dos doze itens desta lista também.
A Duna do Pôr do Sol fica na borda da vila: são minutos de caminhada, ladeira acima na areia.
A Pedra Furada se alcança a pé pela praia, na maré baixa, passando pela Malhada.
O Serrote sobe direto da vila, do lado do nascer do sol.
A praia da vila e a praia do kite ficam ambas a poucos passos.
A rua principal, à noite, é a vila inteira reunida em duzentos metros.
O que exige veículo é o que fica fora: as lagoas em Jijoca, o Preá, e o passeio para oeste até Tatajuba. Todos se fazem de buggy ou de 4×4, com condutor — dentro do parque nacional o trânsito de veículos sobre as dunas é proibido, e a operação turística é feita por veículos credenciados.
O que deixar de fora
Uma lista honesta também diz o que não cabe. Jericoacoara em três dias comporta a duna todas as tardes, um dia de lagoa, um dia de vento e uma caminhada até a Pedra Furada — e já está cheia. Empilhar Lençóis Maranhenses ou o Delta do Parnaíba na mesma semana transforma a viagem em transporte.
Esses dois valem inteiramente a pena, mas como viagem própria, com noites próprias. Se a sua semana é aqui, deixe que seja aqui.
O que muda dormir no centro da vila
Esta lista se organiza sozinha quando você está perto. O vento e a maré se leem de manhã, no mesmo dia, e a leitura vale para as horas seguintes: mar liso, sai-se cedo; maré baixa à tarde, a Pedra Furada é para hoje.
Isso supõe estar a cinco minutos da praia e da duna, e não a quarenta minutos de estrada de areia. Quem dorme fora da vila decide na véspera, com a informação da véspera, e gasta em deslocamento exatamente as horas que veio buscar.
A casa fica na Rua São Francisco, no centro, com a praia a uma curta caminhada e a duna do pôr do sol na borda da vila. Seis suítes, quatro tipos, e a rua principal do lado de fora da porta. É a diferença entre acompanhar o dia e correr atrás dele.


